alien

- O que está para dentro não é nada bonito – avisou ele ao terapeuta.
- Mas eu quero que se solte, que abra as portas, que destranque as coisas que guarda dentro.
- Mas não vai ser uma coisa bonita de se ver…
- Deixe-me ser eu a ajuizar sobre isso!
Ele aquiesceu, já sem argumentos. Abriu a boca, e da boca saiu uma longa haste com uma corola rubra na ponta, que por sua vez se abriu numa segunda boca semeada de dentes curvos. A dentada no crânio do terapeuta antecipou o seu juízo clínico.

arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...