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alien

- O que está para dentro não é nada bonito – avisou ele ao terapeuta.
- Mas eu quero que se solte, que abra as portas, que destranque as coisas que guarda dentro.
- Mas não vai ser uma coisa bonita de se ver…
- Deixe-me ser eu a ajuizar sobre isso!
Ele aquiesceu, já sem argumentos. Abriu a boca, e da boca saiu uma longa haste com uma corola rubra na ponta, que por sua vez se abriu numa segunda boca semeada de dentes curvos. A dentada no crânio do terapeuta antecipou o seu juízo clínico.

A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...