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Fábula corrida

Certo dia a lebre desafiou a tartaruga para uma corrida, gabando-se de que era mais rápida e que ela nunca a poderia vencer. A tartaruga aceitou o desafio, roendo-se por dentro por saber que a lebre tinha razão, e enquanto a pobre tartaruga treinava em desespero de causa, esticando as patas diminutas para fora da carapaça, a lebre ria-se ás gargalhadas enquanto dava ágeis saltos em volta, vencendo com cada salto a distância que a tartaruga completava ao fim de dez ou quinze passos esforçados. No dia da corrida, os animais da floresta vieram assistir, mas o seu começo foi francamente decepcionante para a tartaruga, que aos primeiros passos da corrida perdeu logo de vista a lebre que desapareceu numa nuvem de pó. A tartaruga teimou na corrida, e ao fim de algumas horas reencontrou a lebre, que confiante na sua vantagem e superioridade, se deitara á sombra de uma árvore a dormir. A tartaruga aproximou-se pata ante pata, e antes que a lebre acordasse, esmagou-lhe a cabeça com um pedregulho. E retomou então a corrida, chegando finalmente á meta ao fim dum par de horas, mas ao contrário do que esperava, não a receberam os animais da floresta, nem os vivas pelo seu triunfo. Apenas uma criatura o esperava na meta, uma tartaruga semelhante a ele, mas sem carapaça e com os olhos encovados e insones. Era a sua culpa.

1 comentário:

  1. muito boa interpretação da história. Só podia ter sido assim.
    O que mais apreciei foi a ausência da carapaça!

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