desnível

Andei à deriva nos corredores apinhados do Centro Comercial e à minha frente seguia um casal de mão dada de meia-idade, ele muito alto, uma bizarma, meio acorcovado para chegar à mulher que seguia ao seu lado, e esta esticava o braço para alcançar as pontas dos dedos dele, ela não era anã, mas era baixa, muito baixa mesmo. No meio do tropel de compradores desenfreados, ouvi a voz dele, doce e amantíssima: "Minha cara, vê por onde andas, que não quero que te ponham um pé em cima!".


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«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...