A velha senhora está a passear no meio do pinhal, colhe cogumelos para um saco, e ouve o ladrar de cães e os tiros de caçadores, não muito longe. Nisto passa uma lebre em fuga e ela incita como se rezasse – corre, lebre, corre! Concorrendo com estas palavras soa uma detonação muito perto, cujo eco nas árvores parece repetir: morre, lebre, morre!

2 comentários:

  1. As vezes fico pensando como seria se estivéssemos em alguma realidade una, ou quem sabe trina, mas não mais dual!

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  2. Talvez essa realidade já exista assim, como suspeitou Cortázar - que o fantástico seria a nossa percepção comum duma realidade que é tudo menos comum. Nós é que padecemos duma forma disseminada de miopia

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arenga sobre o amor

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