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monroísmo

- Não pode passar! - advertiu o guarda na sala de controlo do aeroporto – transporta demasiadas coisas.

- Que coisas?! – protestou.

- Memórias e vestígios da terra de onde veio, mercadorias ínfimas mas poderosas como o cheiro da terra ou a cor dos céus, o aroma duma pele de mulher, ou o resíduo de uma música do velho transístor das suas tardes de infância. Não o podemos deixar entrar aqui, as coisas que traz consigo podem contaminar de beleza a sociedade onde desejava integrar-se.

- E o que é que vão fazer comigo? Não posso passar como um animal esviscerado, sem nada dentro.

- Vai ser recambiado ás suas origens, terá de adiar ou realinhar a sua busca de prosperidade, mas deixe-me dizer-lhe, a título pessoal, que nós é que ficamos mais pobres por o deixarmos de fora.

A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...