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Harold Haraldsen, escritor norueguês de diálogos para peças de teatro mímico, foi interpelado um dia por uma jornalista de Sandefjord que lhe perguntou porque é que ele era uma pessoa tão reservada e recusava-se sempre a dar entrevistas. Haraldsen respondeu que não via nenhuma utilidade ou proveito nisso, e que as pessoas teriam tanto interesse nisso como em saber para que lado é que acordava em cada manhã o rei Olavo V. A jornalista não se deu por vencida, e argumentou que, se ele se deixasse entrevistar, as pessoas poderiam conhecê-lo muito melhor. “Para isso, leiam o que eu escrevo!”, replicou logo Haraldsen.

Dicionário

                O “seu” dicionário não tinha muitas palavras, e entre estas, havia muitas quase virginais, intocadas, outras devassadas e p...