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Cauteloso

A jovem dorme profundamente no seu leito, nua sob os lençóis, com o alvo pescoço a emergir deles como se tivesse sido afeiçoado em marfim. Na escuridão do quarto passeia-se o vampiro como um pirilampo, empunhando uma vela acesa. Está esfomeado, os dentes salientes a gotejar de sede e desejo, mas contém-se enquanto vasculha nos papéis dela, e na carteira abandonada em cima duma cómoda, procurando, caso haja, o seu último teste de HIV.


1 comentário:

  1. Vampiro não morre mas não está afim de adoecer... se os homens tivessem a mesma cautela! Muito bom José!

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