Á Belenenses

O Velho do Restelo, um velho de aspecto venerando, plantado na areia da praia entre a multidão, gritava a plenos pulmões, tentando convencer os marinheiros a não embarcar nas naus, abandonando assim as mulheres e os filhos, censurava-os por renegarem a terra dos seus avós em nome duma aventura no desconhecido.
- Não ides! - bramava - mas se tiverem mesmo de ir, tragam-nos na volta, um ou dois pontas-de-lança!

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«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...