Há-de haver sempre ursos à engorda, que se alimentam dos salmões escorreitos que lutam contra a corrente, mas o curioso disto, é que os salmões que escapam ás garras e aos dentes afiados dos predadores, acabam por se instalar numa rocha ou numa restinga, adquirem pêlo, orelhas e barriga, e acabam a tentar abocanhar os novos salmões que principiam a subir o rio.

(Nota: isto não é uma alegoria sobre percursos políticos canibalescos, é apenas um texto produzido na hora de cear).

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