Epílogo 2

O pequeno café da aldeia, tinha uma sala arejada e limpa onde serviam refeições, e uma sala contígua, imersa na penumbra, que fazia as vezes de café e taberna. Era aí que ele se escondia como numa loca, numa mesa de canto onde bebia sozinho a sua aguardente, dissolvendo-se no seu torpor estúpido como uma ponte de granito que se submerge nas águas turvas e lodosas duma enxurrada. Os outros frequentadores, por vezes, metiam-se com ele, perguntando-lhe se a sua aguardente ainda ardia, ao que ele sempre respondia: «Não é uma água ardente, é uma água de mágoas».

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