Rezam as crónicas históricas que um dia Júlio César encontrou uma estátua de Alexandre o Grande e chorou aos seus pés porque, na sua idade, já Alexandre tinha conquistado o mundo e ele ainda não realizara nenhuma conquista que merecesse ser evocada. Marcel Dupret, nos seus Mémoires du Languedoc, conta que Voltaire conhecia essa história e que um dia, nas caves dum museu de província, vendo-se diante dum busto partido de César e de uma estátua sem pernas de Alexandre, desatou a chorar, mas de riso, porque os dois homens se tinham entregues a missões tão tolas, e tinham chegado aos nossos dias como dois bocados de rocha maltratada. Não se deve, no entanto, dar muito crédito ás palavras de Dupret, que afirmou noutra passagem que César e Alexandre eram dois duques normandos que gostavam de hidromel, e que Voltaire usava uma peruca farta para disfarçar os dois corninhos que lhe haviam crescido na cabeça por satirizar a igreja do seu tempo.

Sem comentários:

Enviar um comentário

arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...