Hundapata, a centopeia, desceu até ao solo junto á árvore onde vivia, e sentiu-se inebriada de poder e ambição – “Hoje conquistei este pedaço de terra, amanhã conquistarei o mundo, a missão sagrada para a qual nasci tem, finalmente, pernas para andar”. Ainda mal tinha completado este pensamento e foi esborrachada pela bota militar duma criatura bípede. Eva Hundapata, a amante do grande conquistador, assistindo em agonia a esta cena atroz, lançou-se da árvore para o cabelo do assassino, procurando espezinhá-lo com as suas cem patas.

Mensagens populares deste blogue

A viagem

Abril de 1918 - o caminho para uma Primavera de sangue