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É dia de semana, e Isménia não tem o que fazer, está de férias, e sente-se emburrada. Vai até ao quintal, um terreno maninho com ervas daninhas e algumas malvas bravias. Vou arrancar as ervas, lembra-se, mas logo a sua preguiça argumenta com ela - são apenas ervas numa terra maninha, não são daninhas porque não fazem dano a ninguém, alimentam os caracóis e as lesmas, que alimentam os pardais, que alimentam o nosso olhar com o fremer nervoso das suas asas. Vou fazer chá de malvas! Decidiu em recurso, e desta feita a sua preguiça não argumentou nada. Acercou-se duma com as mãos enluvadas, deu uns golpes com o sacho em volta das raízes, e arrancou a planta com a veia do pescoço a trair o esforço. Ergueu-a no ar em triunfo e carregou-a para a cozinha para fazer o seu chá, mas antes de entrar em casa teve de esperar um pouco. A preguiça peluda estava suspensa do aro superior da porta, e deslocava-se transversalmente, movendo com uma lentidão exasperante as patas de garras alongadas.


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