A dissolução da memória (rascunho para uma alínea do testamento vital)

«Se um dia eu porventura me esquecer de quem sou, ou não estiver seguro donde estou ou a quantas estou, que aqueles que amei antes do esquecimento, não tenham vergonha ou pudor e internem-me, num lugar qualquer, sob a única condição de acrescentarem pontualmente ás minhas refeições e benesses, um têrmo bem cheio de café forte, e umas quantas tabletes de chocolate - factores indispensáveis à preservação do meu sofrível equilíbrio».

3 comentários:

  1. Anotado! E nada de laptop ou apenas folhas de papel e lápis?
    Sem isto, todos estaremos perdendo muito!

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  2. Levo paletes, resmas, de chocolates, e, asseguro o café desde que não se dissolva esta estrada.:)

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  3. Angela, talvez devesse acrescentar o papel e lápis. Se o papel ficar em branco, pode ser que alguém por lá me ensine a arte do origami ;)

    Cris, a sua oferta é inestimável. Obrigado. Se eu me esquecer, lembre-me. Quanto à estrada, é pouco provável que se dissolva por agora, pelo menos enquanto não voltarem as chuvas com força.

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