«2x1,2; 2x2, 4; 2x3, 6; 2x4, 8…». A turma inteira entoava a cantilena da tabuada, seguindo a voz de barítono da professora. De pé, em cima da secretária dela, o maestro agitava a batuta, orquestrando a musicalidade aritmética. Os dois, professora e maestro, vigiavam atentamente o modo como os números e as notas de música se penduravam nas cordas vocais, quais meias emparelhadas a secar num cordão de roupa.

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