O guerreiro de armadura prateada encolheu-se a um canto da muralha, queimava-lhe as faces o sopro quente e infernal das ventas do cavalo, mas não era isso que mais o preocupava. A sua imensa angústia repartia-se entre o bispo enlouquecido que manejava um machado com as vestes pintalgadas de sangue, e aquela rainha obscena que saíra para a luta com os seios descobertos, e os pelos do sexo à vista de todos, sujos de cinza e poeira.

Olhou em volta, desesperado, os caminhos tapados, o céu impossível, o refúgio num fio; e encolheu os ombros.

Era mesmo xeque-mate.

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