O dia aguardado

No salão grande da Bolsa, pingava. A água da chuva a gotejar do tecto para pequenos baldes de lata onde antes se anichavam os papéis inúteis e o lixo. Mas isso não desencoraja ninguém, os negócios sucedem-se, as compras, os gritos, o stress galopante, todos correm dum lado para o outro, contornando os pingos, alheios ao ping-ping da chuva que escorre dos telhados. A um canto, num recanto miraculosamente poupado pelos pingues e pongues, dois homens celebram o fim da recessão, comemorando com champanhe, seco.

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