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Nota histórica

A História guarda imperfeitamente, e com erros, a memória do grande imperador romano Calígula. Dizem que ele era louco e que deixou o império em herança ao seu cavalo, enquanto o estudo das fontes demonstra a falsidade dessa afirmação, trazendo ao conhecimento de todos que Calígula, ao invés, pretendia deixar o império a Equus, o seu gato persa, o que os romanos nunca lhe perdoaram – despoletando, aliás, a conspiração que o matou – por Equus não ser romano nem de famílias patrícias. Também é injusto chamar-lhe louco, porque Calígula era inatamente incapaz de ser louco, por não ser humano, antes o mais novo de uma ninhada de leõezinhos criados em cativeiro por Agripina – que se reputa ser mãe dele – e que Agripina criou com desvelo, dando-lhe de mamar como a um recém-nascido, para prejuízo dos seus mamilos, e chamando-lhe carinhosamente botinhas, devido a uma mancha de pele mais clara que ele tinha em volta das patas. Será justo dizer que Calígula, embora não sendo louco e não tendo deixado o império a um cavalo, fez algumas coisas bizarras e inadequadas, mas, em todo o caso, fez mais do que aquilo que nos habituamos a ver os leões realizarem. E, apenas por isso, merece ser louvado.

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