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Lembrado

Na frente da batalha, o porta-bandeira caiu, com o coração trespassado por um tiro de mosquete.
O general olha em volta, e chama um soldado de cavalaria do meio das suas forças.
- Tu, chega aqui, a bandeira fica-te confiada, e lembra-te, ela é mais importante do que a tua vida e todos os sacrifícios são poucos!!
- Sim, meu general!
Empunhou a bandeira e juntou-se aos outros cavaleiros que compunham a formação para a carga, adiantando o seu cavalo por se sentir orgulhoso por carregar a bandeira. Ao toque de clarim, a carga começou, investindo contra o regimento de infantaria que erguera uma barreira de sabres, lanças e tiros de mosquete. Enquanto cavalgava, um tiro desfez-lhe o osso do ombro, e passou a bandeira para o outro braço e continuou, um sabre cortou-lhe uma perna, e um outro sabre, a outra, uma nova espadeirada levou-lhe metade do peito, e um tiro arrancou-lhe uma orelha e um dos olhos, mas continuava a erguer a bandeira, e cerrou os dentes sobre o seu cabo, momentos antes de um novo golpe de sabre o privar do braço que lhe restava, e persistiu na sua marcha heróica a equilibrar o corpo amputado no fio da sela. A carga de cavalaria venceu os seus inimigos que se puseram em fuga diante dos cascos dos cavalos, decidindo a batalha em favor do império. Quando procuraram o porta-bandeiras, viram que pouco restava dele, mas mantinha a bandeira sob a sua montada, à vista de todos.
Por recomendação do general, os seus restos foram depositados no Arco do Triunfo de Paris, num pequeno nicho na parede do arco a que foi dado o título de Túmulo da Dentadura Desconhecida.


A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...