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Abri a porta,
e era uma sereia, uma sereia mesmo, com rabo de peixe e cabelos de algas,
convidei-a a entrar, e acomodou-se na minha sala, deixando atrás de si um rasto de molho de manteiga,
atentei no seu rabo de peixe, era estranho, parecia cortado em postas largas, sobrepostas.
Tentei conversar com a sereia, mas em vão, porque a sua voz era como o murmúrio dos búzios, doce e longínquo como o mar,
e ela desinteressou-se e amuou, e penteava os longos cabelos com os dedos dobrados, retirando para o tapete da sala, troços de salsa e ervas aromáticas.
Não sei quanto tempo permaneceu na minha sala, a sereia, nem como saiu, mas deixou-me convencido de que comer salmão á noite, pode ser indigesto para os sonhos.

1 comentário:

  1. Caramba! Eu não gostaria desta visita! Chão molhado e com cheiro de maresia na casa?! Argh!

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