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Um fim de tarde e os dois sentados na esguia sombra dum cipreste-do-Mediterrâneo, junto ao caminho no meio das ervas que conduzia à praia isolada, muito procurada pelos nudistas. Estiveram um pouco a namorar e, como começasse a passar muitas pessoas para a praia, não se sentiram tão à-vontade e dedicaram-se a comer a merenda que haviam trazido de casa. Enquanto cortava uma talhada de melão, ela lembrou-se de perguntar:
- Achas que o nosso amor é para sempre?
- Claro, amor, vai durar mais do que esta árvore, tenho a certeza.
Ela sorriu, satisfeita, e com o bico da faca com que cortara o melão, gravou um coração redondinho na casca da árvore, e as iniciais dos nomes deles. Beijaram-se com os rostos colados à árvore, como que para solenizar aquelas palavras. Arrumaram a tralha, e fizeram-se ao caminho, à procura do crepúsculo sobre o mar ou de um lugar qualquer, mesmo sem o mar no horizonte, onde tivessem alguma privacidade. Naquele instante, uma solitária nuvem escura no céu desferiu um raio que cortou em dois o cipreste, reduzindo o tronco a um coto fumegante.
- Amor! Viste aquilo, amor?
O amor dela não prestara atenção, e nem estava por perto - avantajara a passada ao seguir a cadência ritmada do andar de uma morena, vestida apenas com a roupa que Deus lhe dera.

A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...