Mani-festa

Esse prodígio chamado 
pensar, pensar naturalmente sem escondermos o que pensamos, 
dizer e escrever isto ou aquilo agora ou depois, quando e sempre que nos apetecer,
ter a liberdade de sermos nós e pensar dentro da nossa cabeça, e transmiti-lo aos outros como se soltássemos um suspiro ou um vendaval
e não ser as fôrmas de aço onde nos querem verter para sermos todos iguais e obedientes, cópias monótonas de uma matriz apodrecida

sermos livres e termos memória, e sabermos que há liberdade por ter havido Abril,

mas sobretudo,

ter a clarividência e a coragem de pensar que Abril não acabou 

e a Primavera não ficou no passado
 
Recusar as tesourinhas que podam a nossa liberdade, e tentam silenciar as vozes e opiniões da Web, em nome de normas inócuas e interesses atrofiantes,

e florir de novo em cada Abril


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