Epifânio apaixonou-se.
Uma paixão em remédio. Logo ele, homúnculo desprezado pelos deuses, todo bambo, torto, desfigurado e disforme. A sua paixão era maior do que ele. À vista dela, a coluna esticava-se como um fio de prumo e um sangue novo corria pelas suas veias. Sentia o coração bater forte, era um morto chamado à vida, erguendo-se do seu ninho de mendigo como Lázaro entre os vivos.
Os efeitos que o ser amado causavam em si, eram a sua epifania, e duravam mais do que o eco dos seus latidos.

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