dança espontânea

Em tempos idos, aspirara tornar-se um bom dançarino, com os piores métodos possíveis - cursos de pacotilha que compreendiam, cada um deles, algumas cassetes de vídeo, instruções escritas num livrinho com boas fotografias de dançarinos sorrisentes, e o tapete acessório com o desenho colorido e numerado das pegadas que deveria seguir em ordem crescente. Mau-grado as tardes de Sábado empregues nisso, e a sua incursão em muitos géneros de dança, nunca se tornou um bom dançarino, nem mesmo, sofrível. A companheira ria-se das suas pretensões e filmava-o para a posteridade, mas em pouco tempo, o seu estado de graça dissipou-se e foi ela quem lhe sabotou o hobby, já que não gostava de dançar e não via justificação naquela teimosia. Depois de conseguir que ele arrumasse aquela tralha toda, a companheira esforçou-se por compensar a sua frustração, da única maneira que sabia, com muito carinho e muito sexo, sem coreografias nem tapetes debaixo dos pés.

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