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Sheol

"Estás linda, como sempre!".

"Que exagero, eu sou uma sombra daquilo que fui, como podes dizer isso com essa emoção?".

"Porque é verdadeiro, e eu também sou uma sombra daquilo que fui um dia e, ainda assim, continuas a reconhecer-me, e só nos sentimos bem um com o outro".

Ela acenou afirmativamente, e poderia dizer-se que estava a chorar, se as suas lágrimas se pudessem ver. Abraçou-o, as suas silhuetas difusas fundiram-se, duas figuras com a mesma estatura tremeluzindo sob a luz ígnea do entardecer. Deram as mãos e afastaram-se juntos, as suas sombras sempre se haviam casado bem e podiam ser entrevistas a espaços, soltas dos seus corpos, aqui novamente visíveis num rectângulo de luz entre duas ruas, logo fundindo-se com a sombra dos prédios, para logo emergirem novamente, onde quer que a luz permitia que fossem avistadas.

A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...