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Não era muito dado a estatísticas, mas cinco ciclones de grau 3 nos últimos sete anos, era obra, até dava medo de sair à rua, seria mais prudente tornar-se eremita num lugar ameno e distante. Não, isso seria de uma pasmaceira monstruosa, gostava da excitação e da tempestade, de deixar-se levar e enfrentar a turbulência sem saber como sairia dela. Este último, o ciclone Isabel, deixara o apartamento num caos. Isabel esquecera coisas suas nos roupeiros e no armário do W.C., e, em compensação, levara outras que lhe pertenciam, discos e livros, uma mala de viagem castanha, a gata persa por quem se afeiçoara. Tinha de ir á casa da mãe para falar com ela, para tentar separar as águas e minimizar os estragos. Mas aí havia Marta, a irmã, que ao olhar para ele, lhe lembrava uma foto de satélite de nuvens escuras de tempestade.


1 comentário:

  1. Mas este ano não existe Isabel, a letra "i" foi adoptada pelo "Ike"... e este ainda faz estragos!

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