Devir

Por castigo dos deuses pela sua crueldade, o rei Tântalo, o cinzento e duro Tântalo, foi condenado, para toda a eternidade, a passar fome e sede num vale cheio de água e frutos, a água sumia-se por buracos na terra, e os frutos fugiam do alcance da sua mão.
Cansado, muito cansado do suplício, elevou a sua súplica, das profundezas do Tártaro às moradas dos Olímpicos.
-Pai, meu Pai, livra-me deste castigo, se puder ser, impôe-me outro, em que não tenha de passar fome nem sede.
E das alturas divinas, caiu o rochedo de Sísifo, mesmo em cima do seu crânio.

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