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A tarde declina e é ventosa, tarde de um Agosto comprometido com os zéfiros de Outono, mas os dois sentem-se bem ali, no recôncavo de um rochedo polido pela água do mar, apenas se avista um pouco de mar e as canas dos pescadores no outro lado do molhe, ela aninha-se no seu peito enquanto as suas mãos lhe afagam as pernas ao sol, beijam-se e ela prende a língua dele entre os seus dentes, e o riso coroa a sensualidade daquele gesto. Ela roda o seu corpo até ter a sua cintura entre as pernas, esfregando-se no seu desejo enquanto recomeçam a beijar-se. Nisto, sentem que alguém os está a ver, uma mulher entradota com um chapéu de jardinagem de aba larga, está parada a uns cinco metros, mostra-se surpreendida, viera a saltitar no molhe de rochedo em rochedo e não estava à espera, quando se recompõe, sorri com cumplicidade e leva a mão aberta aos olhos para simbolizar a sua discrição, e eles retomam o mel enquanto ela continua a saltitar, com a mão na cara, e ouvem o seu grito quando cai numa fissura entre dois rochedos. O casal suspende por um momento as suas carícias e beijos, e voltam a ouvi-la, geme alto, de uma forma lancinante - "Deve estar a masturbar-se - avalia ele - Agora é a minha vez!" - e depois de lhe mordiscar ao de leve o lábio superior, aprisiona a língua dela entre os seus dentes.

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