Acabadas as férias, levou de volta para o seu apartamento citadino, dois baldes com areia de praia, que deixou na varanda junto à cadeira de plástico. Estava determinado. Em cada dia que voltasse do trabalho, haveria de sentar-se ali com os pés na areia, e fechar os olhos para tentar recordar o murmúrio das ondas. As gaivotas, poderia imaginar as gaivotas, convertendo mentalmente, os guinchos frequentes dos pirralhos da vizinha.

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