Manhã

É na infância que se aprende a amar, como a morrer, de muitas formas, são dores de acrescimento, somam-se coisas dentro de nós, cujo produto é líquido e cujo resto é, quase sempre, zero. Os dias liquefazem-se e correm como regatos de chuva, transportando húmus e areia estéril para um estuário que ainda não nos é dado conhecer. Nesse estuário adiado, os nossos gestos cansados semearão quimeras entre flores silvestres enquanto escutamos os ecos, preciosos e enganadores, das outras vidas que em nós foram.

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