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A arca da velha

"Para viver bem sem trabalhar, ou roubar ou casar!". Nuno encontrou esse provérbio húngaro numa revista, e tomou-o como lema.
Optou pelo casamento, com uma mulher entradota, mas rica. Foi seu escudeiro, seu escravo, arlequim e pingalim, até conseguir o que queria, ser seu herdeiro universal, dentro e fora do universo, e logo saltou para a fase seguinte, a do homicídio, premeditado para não existir.
Num Domingo em que se dispensara os criados, e em que ele próprio era suposto estar muito longe dali, numa regata, colocou-se de atalaia numa janela do primeiro piso com a mulher, dopada e bêbeda, a vaguear pelo jardim à procura da dentadura postiça. Quando a apanhou na vertical da janela, lançou sobre o seu cocuruto uma arca carregada de roupas e naftalina.
Falhou, o golpe do baú, e levou um pontapé no cu.

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