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Farturinha

Comprei livros para encher uma estante de sala.
(A estante é enorme).
Comprei um Dicionário de Sinónimos, largo, mas não descomunal.
Depois, um Dicionário de Antónimos, descomunal, mas que, ainda assim, não cobriu um vigésimo da largura da estante.
Por fim, apliquei o dinheiro num Dicionário de Anónimos, e não precisei de comprar mais livros, porque já não cabiam.



(P.S.: leva-se mais tempo e dispendem-se mais palavras a explicar o que uma coisa não é, do que a explicar o que ela significa)


2 comentários:

  1. Um matemático poderia dizer que o "conjunto complementar" é todo o restante universo...

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  2. O paradoxo reside na tendência que as pessoas têm para tentar definir as coisas pelo que elas não são, e as confusões que isso gera. Num livro de C. W. Ceram, "Os Primeiros Americanos", descreve-se uma cena deliciosa sobre um grupo de eminentes arqueólogos americanos que se juntaram para definir o "Kiva", um edifício cerimonial semi-subterrâneo da cultura Pueblo. Em vez de o fazerem, estiveram dias seguidos em aceso debate, para estabelecerem, com precisão, o que o Kiva "não era".

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