Um pouco por vaidade, um pouco por ser um excêntrico, não dava crédito a nenhum jornal português, recebendo há anos o The Times, enviado diariamente de Londres. Chegava atrasado, mas não se importava. Vinha de Londres, o coração do mundo civilizado, com quatro dias de atraso, o que não era relevante se o que se desejava era a excelência da informação. Foi com quatro dias de atraso que recebeu na sua quintinha perto de Montesinho, uma notícia constante da lista de assinantes do jornal: tinha morrido.


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