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Jano é o deus dos princípios, do mundo, dos dias, do ano, é o deus das portas, da passagem para outros níveis e universos, o que vê o passado e o futuro, o que expomos e o que guardamos cá dentro, é o dia nascente, mas um dos seus rostos está voltado para a noite e para os segredos que nela se recolheram. Aos seus rostos que tudo vêem (dois, por vezes quatro), nada podia escapar, nem mesmo o infortúnio e a desgraça, natural se tornava que se procurasse a sua ajuda e protecção em novas empresas, fosse uma batalha, uma viagem de navio ou uma empresa amorosa. Os seus dois rostos uniam os ciclos como a cauda na boca da serpente ouroborus, uniam as coisas entre si e estas ao eixo do mundo que condiciona todas as revoluções do cosmos. Aos mortos era colocada na boca uma medalha com a efígie de Jano para que a alma do morto conseguisse passar todas as portas até ao outro mundo; e Jano era invocado também nos portos e navios, para que guiasse os barcos nessa outra viagem até aos destinos que se procurava.

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