Companhia

Perfilhou um gato que rondava a churrasqueira do seu quintal, deu-lhe comida, leite, levou-o para dentro de casa, para o abrigo. Entrava e saía quando queria, pela portinhola pequena da porta, andava pelo jardim a arranhar a casca das árvores e a tentar apanhar borboletas esquivas. Não dava muito trabalho, o que era conveniente. Um dia o gato, que era uma gata, apareceu prenha, e isso tirou-a do sério. Afogou-a num alguidar cheio de água, fez o enterro no canteiro das tulipas e, após lavar muito bem as mãos, foi dar um passeio até ao centro comercial com o fito de comprar um aquário com um peixinho, um aquário dos modernos, com doseador de comida e filtro incorporado.

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