Aquele já chateava, estava em todo o lado para onde ela ia, omnipresente e omnichato, como se ela não pudesse viver sem ele ou, o que ainda é pior, como se ele morresse se ela o abandonasse. Por cortesia, ou prudência, tolerou-o o mais que foi capaz. No dia em que ele a apanhou de muito mau-humor, ela empunhou uma lâmina de barbear e, menosprezando o parecer dos médicos, cortou o furúnculo.

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arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...