Como Sartre fundamentou o ateísmo (versão hacker)

Numa manhã fria de Novembro, Sartre e Simone de Beauvoir realizaram um rito invocatório numas águas-furtadas de Montmartre. Vestido com uma casula e segurando um terço bendito nas mãos, Sartre elevou a voz para o alto:
- Deus! Se existes, desafio-te a ergueres-te diante dos meus olhos, imenso e omnipotente!
Ajoelhou-se junto com Simone e aguardaram alguns minutos. Como nada se passasse, Sartre levantou-se e declarou sem amargura:
- Como um Deus que tudo pode, não pôde aparecer, então Deus, seguramente, não existe!
E isso ficou lavrado nos seus escritos. Nas cartas de Simone de Beauvoir, que só foram divulgadas após a sua morte, conta-se o que Simone terá dito no final dessa cena:
- É curioso que tenhas empregue essas palavras, mon petit, foram quase as mesmas que, ontem á noite, dirigi sem sucesso ao teu pénis.

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