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Nada de novo debaixo do céu

Não sou de concursos, muito menos literários, que só a palavra faz-me esconder debaixo de uma pedra, mas pela web vi anunciado um concurso de contos em que se exigia a apresentação de textos inéditos, e decidi, por descargo de consciência, inquirir qual era o conceito que faziam disso: realmente novos, não vistos rigorosamente por ninguém, nem por mim mesmo? Não publicados em papel? Não editados, só em rascunho?
A resposta foi concisa: novos, novinhos, ainda cheirando a tinta ou a pó de teclado. Podia esquecer o que já tivesse colocado num weblog e/ou website.
Num momento de ociosidade, andei a pensar nisso. Diz-se que isto da web e dos weblogs são um mundo virtual, paralelo, mas só nalguns sentidos. Se nos copiam um texto e o assinam com outro nome (já me aconteceu, por falta de critério do plagiador), não é um crime, porque está tudo em potência. Se desejamos passar do mundo virtual para o mundo real um texto nosso, isso não passa porque não é inédito, porque já alguém o leu e é tão real como as pedras da calçada.
Ainda outra: passeando amiúde pela blogoesfera, pode-se constatar que alguns autores (como este) escrevem muito e bem e, devido a isso, são francamente "inspiradores" para outros, que lhes decalcam alguns textos, ideias, reflexões. Os segundos estão em muito boa posição para produzir textos inéditos e participar de peito aberto em concursos literários, desafios temáticos, e obras colectivas de poesia ou prosa.
Mais vale parecê-lo do que sê-lo.

Dicionário

                O “seu” dicionário não tinha muitas palavras, e entre estas, havia muitas quase virginais, intocadas, outras devassadas e p...