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Canto Nahuatl

Eu, por minha parte, digo:
Como a efémera flor desabrochamos sobre a terra:
Para secar-nos um dia, amigos.

- Que desapareça toda amargura,
Todo sinal de angústia!

Mas de que modo comer
E como haveremos de festejar?

Nossos cantos são engendrados
Lá onde nascem nossos tambores.
Sofro sobre a terra.
Lá onde eles vivem se há de tecer a amizade,
A sociedade dos poetas, em meio aos tambores.

Por acaso eu verei de novo a luz do sol
E poderei entoar novamente o meu canto?
Sozinho aqui, todos ausentes já,
Um dia eu também serei oferecido
À névoa e às sombras.

Escutemos o nosso coração:
É nossa casa esta terra?
Ou vivemos apenas em meio à miséria e à angústia?

Por isso, solitário, eu vou cantando e implorando:
Como flor me esparzirão em sementes de novo?
Como o grão de milho me enterrarão,
Ou brotarão meus pais, e eu deles,
Espiga de espigas sobre a terra?

Por isso eu choro. Não há ninguém aí,
Deixaram-nos órfãos sobre a terra.
(reproduzido aqui)

A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...