Somos sempre os mesmos, desfiando nosso verso contrafeito

«Agora não tem mais jeito, tens de me ouvir! Sabes, sou o mesmo do primeiro dia da nossa vida juntos, aquele devoto que beijou teus seios numa ânsia profana e rasgou a madrugada entre as tuas coxas de bronze. Sou eu, sim, o mesmo que vivia borbotando esta paixão arrebatada, e sentia os olhos húmidos só de te ouvir cantar. Sou esse que agora pedes para partir porque já nada vês em mim, quando EU SEI que é um engano o que pensas sentir para me pedir assim»

Mensagens populares deste blogue

A viagem

Abril de 1918 - o caminho para uma Primavera de sangue