Sem título (s)...

...acções, fundos de reforma, Marx e Nietzsche, Aristóteles e Cristo, Paxan e Maddie McCann - o índio Aymara vivia e sonhava no século de Quatrocentos. Cultivava cereais nos andenes, fazia filhos, recontava as velhas histórias milenares, sacrificava sangue de lama no altar a Inti e oferecia as primícias da colheita no festival de Pacha-Mamma. Sabia que o Sol tinha nascido pela primeira vez sobre o lago Titicaca, e que devia as artes da civilização a Kon-Tiki e Manco-Capac. Não sei porque escrevo isto, mas às vezes sinto que nós vivemos submergidos no mundo que nos cerca e só ajudamos a girar os moinhos da História porque, como mansas bestas, puxamos de olhos vendados o varal da nora.

Sem comentários:

Enviar um comentário

arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...