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Dever cívico

Alienaram-lhe os bens. Entraram na sua casa e fizeram as partilhas diante do seu nariz. Um dos deputados eleitos pelo Distrito trazia consigo a sua amásia-secretária para fazer um arrolamento dos pertences, o autarca anafado veio para partir o bolo, com licenças de construção a cheirar a dinheiro saindo dos seus bolsos como asas a borboletear, das altas instâncias vinha o assessor para as vertigens do Ministério do Equipamento e tinha a incumbência de avaliar os despojos das águas-furtadas da casa, e porque também havia águas envolvidas fazia-se acompanhar pelo responsável da quinquagésima comissão criada para o racional aproveitamento da água e dos recursos naturais, e claro está, do presidente de uma empresa de comercialização de algálias que era, por coincidência, sobrinho de um dos membros do executivo. No meio de toda aquela agitação, o dono da casa, ou que julgava sê-lo, arranjou forças para gritar: "Parem! Lá porque não voto, não quer dizer que esteja morto!".

Dicionário

                O “seu” dicionário não tinha muitas palavras, e entre estas, havia muitas quase virginais, intocadas, outras devassadas e p...