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Calhada 2

Os dois seres extraordinários encontraram-se como pessoas comuns numa pastelaria de Centro Comercial, de onde se avistava o Tejo por entre a cortina de prédios e prediozinhos. Beberam um café a meias para partilhar segredos, fumaram um cigarro e ela, certificando-se de que ninguém os escutava, perguntou em voz sumida:
- Você é o Super-Homem, não é? Não vale a pena negar, eu tirei-o pela pinta.
- Sim, sou o Super-Homem, filho de Kal-El e Bab-El, Clark Kent é o meu nick público na vida anónima de um repórter do jornal Sol. Quando me vêem a cruzar os céus, as pessoas exclamam: "É um avião? É um cometa? É o Sócrates a caminho do reino da Utopia? Não! É o Super-Homem, o Homem Voador sem chumbo nem aditivos!". Que hei-de fazer? Sou uma estrela por estes lados. E você?
- Betty Loop, a Aeromoça, a super-heroína do Kama-Sutra - não de todo o Kama-Sutra, só daquelas posições em que eu estou por cima e posso voar, como A Rainha, O Laço do Amor, O Caranguejo...Há anos que eu ansiava por conhecê-lo, Super-Homem, por acaso não está interessado em voar comigo?
- Não! Melhor dizendo, não sei! Desde que a Super-Mulher me ofereceu uns boxers com listas em fio de Kriptonite, não consigo sequer pensar nisso.

Dicionário

                O “seu” dicionário não tinha muitas palavras, e entre estas, havia muitas quase virginais, intocadas, outras devassadas e p...