Acabado de ler

De "Fúria" de Salman Rushdie (da Dom Quixote):
«Há algo em nós, via-se forçado a admitir, que é caprichoso e para o qual a linguagem da explicação é inadequada. Somos feitos de sombra, assim como de luz, de calor como de pó. O naturalismo, a filosofia do visível, não consegue capturar-nos, porque somos um excesso. Tememos isto em nós, o nosso ser-sombra infractor de fronteiras, refutador de regras, metamorfoseador, transgressor, trespassador, o verdadeiro fantasma na nossa máquina. Qual vida depois da morte, qual improvável esfera imortal, é aqui na Terra que o espírito escapa aos grilhões de que sabemos ser. Pode amotinar-se em ira, inflamado pelo cativeiro, e fazer terra queimada do mundo da razão».

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