Em toda a extensão de meridianos deste planeta, ele só tinha duas pessoas a quem podia chamar amigo. A meio de uma comezaina com o seu amigo número dois e sublimado pelos vapores do álcool, lamentou-se - não sem uma pontinha de orgulho - que se sentia como um porco-espinho todo eriçado. As pessoas evitavam-no, passavam por ele ao largo, furtavam-se ao seu convívio com medo de se ferirem nos seus aguilhões. O amigo concordou em que a imagem lhe fazia justiça, sendo que os seus espinhos eram moléculas de cheiro.

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