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Jus prima noctis

Vestiu o seu garboso gibão, afivelou a sua espada e saiu ufano no seu alto alazão. Chegou à tardinha à aldeia que ainda celebrava a boda, e foi bater à porta da noiva. Aquela noite era para si, as tenras primícias amorosas daquela jovem acabada de casar pertenciam-lhe por direito e tradição. A espada estava impaciente, o alazão resfolegava, e quando a porta se abriu revelando uma anciã sem dentes e cheia de pudor, fugiu despudoradamente sem sequer cumprimentar a avó da noiva.

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