madraço

Aos primeiros instantes da manhã, estende e distende os braços e as pernas, os nervos das pálpebras, as abas das narinas, inspira uma grande golfada de ar e espreguiça-se como um frade empanturrado. Depois, o minuto depois, os sons da rua, o cão a ladrar estupidamente, a buzina da carrinha do peixe, o vozear das vizinhas na rua, o tique-taque do relógio-metrónomo desejoso de marcar o compasso da sua vida produtiva. No minuto depois do minuto depois, regressa aos lençóis tépidos. É bom ser Domingo e poder mandar à fava toda a civilização ocidental.

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