Coisa pouca

«Não preciso que precises de mim, que me ames ou sintas paixão» confessou ela, a cara junto a si no leito «Não preciso que a minha presença faça nascer versos em ti ou te dê tusa. Preciso apenas que estejas por aqui, que existas, sólido e concreto, como um ferro no cais onde atar as amarras, uma fechadura ou uma maçaneta de porta que se toque e se abra, um bico de gás onde cozinhar. Preciso que estejas por perto, suportando sobre os ombros os céus que, de outro modo, desabariam sobre mim».

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