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Poço

(imagem daqui)

O sono tem veredas e caídas, desce-se por ele como por uma escadaria dantesca em espiral, e só nos refazemos realmente quando atravessamos o âmnio do onirismo tumultuado. A descida tem assomos de suspeitas e visões proféticas dos sonhos lá de baixo e nada é estável ou linear, mas, uma vez que lá se chega, mergulhamos em lagos densos onde divagam as nossas raízes mais fundas, e os dias futuros têm tanta consistência e nitidez como os dias que vivemos na semana anterior ou no alvorecer da nossa primeira infância.


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