Ampulheta

Esperou sempre por algo de novo numa arenosa melancolia, algo que surgisse na linha de água, que irrompesse na sua vida chã - uma aparição, uma ilha, milagre, tesouro, galeão. Na praia, foi sempre esperando, e na orla das ondas foi construindo coisas para o receber, castelos de areia e ancoradouros, labirintos e orbes. Quando a espera se transformou numa profunda tristeza mineral, ensandeceu.

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